sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Porsche de 1975 vai circuilar pelas ruas do circuito.

O Porsche de 1975 vai circuilar pelas ruas do circuito.(Foto: Divugação)

A velocidade média é de 50 km/h, ideal para curtir a paisagem serrana e permitir que o público admire os clássicos automóveis. O fator decisivo para ganhar a competição é a habilidade do piloto em manter o ritmo estabelecido.

De acordo com a produção do evento, todos acabam perdendo ponto por causa da dificuldade em conseguir o equilíbrio entre o freio e o acelerador. Ganha, então, aquele que tiver menos pontos perdidos.

Uma prova de que, nesse rali, o importante é competir: o prêmio do vencedor é um pequeno troféu, como lembrança. Serão premiados ainda os primeiros colocados nas cinco categorias da prova: quatro são divididas pela idade do carro e a quinta, para os veículos dirigidos por mulheres e com assistente feminina.

O circuito na serra


A largada tanto na sexta (5) quanto no sábado (6) será às 9h, no Teresópolis Golfe Clube. Na sexta-feira, os carros percorrerão um circuito de 317 quilômetros, em direção a Nova Friburgo e Além Paraíba (MG). No sábado, serão 221 quilômetros e o rali vai seguir até a região de Itaipava e São José do Vale do Rio Preto.

Durante o circuito, há intervalos para beber água e ir ao banheiro, além de um grande almoço em Friburgo, na sexta-feira, e em Itaipava, no sábado. Os organizadores calculam que ambos os circuitos terão uma média de 6 horas de duração.

Exposição de carros


Paralelamente ao rali, haverá uma exposição de cem carros antigos nos gramados do clube de Teresópolis. O evento celebra os 40 anos do Veteran Car Club, o primeiro clube de carros antigos do Brasil, fundado em 1968.

No domingo (7), feriado da Independência do Brasil, haverá a volta dos carros participantes na cidade.

O Jaguar de 1950 é um dos diversos modelos de carros antigos que estarão no rali em Teresópolis.


Os amantes de carros antigos poderão se deliciar a partir desta quinta-feira (4), em Teresópolis, quando eles começarem a chegar na Região Serrana do Rio. A velocidade não é o mais importante. Tampouco o primeiro lugar. A graça do evento é o show de desfile de carros antigos.
Segundo os organizadores, já estão confirmados 31 modelos. A exigência é que os carros devem ter sido fabricados entre 1931 e 1975. Entre eles, preciosidades como Porsche, Ferrari, Lamborghini, Maserati, e até um raro IKA Torino 380 W, o único desse modelo argentino no Brasil.

Prova com 31 inscritos durou dois dias: carro mais antigo era de 1929.

Prova com 31 inscritos durou dois dias: carro mais antigo era de 1929.
Pai da atriz Carolina Dieckmann competiu ao volante de um Jaguar 1950.

Do G1, no Rio

Foto: Paula Kossatz/Divulgação

Rali teve 31 carros com modelos de 1929 a 1975 (Foto: Paula Kossatz/Divulgação)

Um veterano de 57 anos foi o grande vencedor do Rali de Carros Antigos, que aconteceu neste fim de semana em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Não é do engenheiro gaúcho Rogério Franz, de 42 anos, que foi o primeiro colocado na prova, de quem estamos falando, mas do Hudson de 1951, que ele pilotava.

A prova media a regularidade e a resistência das máquinas mais, digamos, experientes. Em dois dias, eles tiveram que percorrer 460 quilômetros entre estradas de asfalto perfeito e de buracos constantes. Tudo bem que o Hudson de Franz já tinha provado que agüentava o tranco. Ele já havia percorrido os 1,6 mil quilômetros que separam Porto Alegre, de onde partiu, e Teresópolis, o local da largada.

Segundo Franz, o coupé foi adquirido em Curitiba no início deste ano por R$ 73 mil. No primeiro dia, o roteiro de 200 quilômetros saía de Teresópolis, seguia pela BR-116 (Rio-Juiz de Fora), até o município de Sumidouro, de lá até Nova Friburgo e depois retornava a Teresópolis.

No segundo dia, a tarefa era percorrer 260 quilômetros em estradas que alternam o conforto de um asfalto impecável até buracos de trechos de terra. A largada foi dada também de Teresópolis, descia a serra Teresópolis-Itaipava e seguia até Rio das Flores, de onde voltava a Teresópolis.

A arquiteta Marina e a sogra Ana Paula: 2º lugar (Foto: Paula Kossatz/Divulgação)

Mulheres ao volante

O segundo lugar ficou para uma dupla feminina, que pilotava um Porsche 912, de 1968. A arquiteta Marina de Alencar, que já tinha participado com o marido de um rali no Peru, resolveu assumir o volante ao lado da sogra, a navegadora Ana Pontes Amaral.

Dos 31 participantes, apenas três duplas eram formadas por mulheres. A competição, de regularidade, teve média de 80 km/h.

Jaguar e barquet

Se os últimos serão os primeiros, um idoso que arrancava suspiros por onde passava: um Ford vermelho de 1929 chegou em último lugar, mas era um dos mais charmosos.

O carro foi transformado pelo dono em barcquet (só banco, motor e estepe), depois que herdou do pai a carcaça do veículo. Aos 79 anos, ele chegou em último lugar, depois de ter passado maus momentos quando o suporte do estepe sucumbiu ao asfalto.

A bordo de um Jaguar XK 120 verde de 1950, Roberto Dieckmann foi o primeiro a dar a largada, mas quase desistiu da prova depois que uma peça travou o freio da máquina. A persistência rendeu ao pai da atriz Carolina Dieckmann uma menção honrosa no fim da competição.

Putin e Medvedev deram uma volta em um Pobeda. Veículo foi produzido entre 1946 e 1958.



O presidente da Rússia Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin andaram juntos nesta quinta-feira (31) em um carro russo Pobeda, durante encontro dos dois em Moscou. O veículo Pobeda, nome russo para a palavra 'vitória', foi produzido pela empresa russa GAZ entre 1948 e 1956