segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aos 30 anos , gol chega à" maioridade"




Lançado em 1980, o Gol foi um projeto inovador, mas no entanto não se deu bem com a mecânica do Fusca

“Parece que foi ontem!”, irão dizer os que hoje tem mais de 40 anos. Há 30 anos chegava às ruas brasileiras um carrinho simpático, quadradinho, com motor 1300 herdado do Fusca, só que instalado na frente, cujo ronco característico logo ganhou o apelido de “batedeira de bolo” (brasileiro tem mania de pôr apelido em tudo!). Seu visual o fazia parecer com um Passat que encolheu. Chegou para ajudar a Volkswagen a desbancar o Fiat 147, lançado em 1976, e o Chevette, de 1973, concorrentes diretos do Fusca, já que esse vinha ano a ano perdendo rounds e já não era mais aquele fenômeno de vendas.

A linha de montagem

Com o lançamento do Gol, em abril de 1980, a Volkswagen tinha a intenção a curto prazo de contar com um novo automóvel “de entrada”, tirando de linha definitivamente o antigo VW Sedan. Mas o sucesso não foi o esperado, assim de cara. Apesar de moderno, econômico, resistente, espaçoso e com uma tremenda estabilidade (como fazia curvas!), a mecânica que rendia míseros 42 cavalos destoava do conjunto. “Esse carro é muito bonitinho, mas não anda!”, dizia-se na época.

Na tentativa de melhorar sua performance, no ano seguinte surgia o Gol LS, ainda com o mesmo motor boxer, agora com 1.6 litros, dupla carburação e potência de 56 cavalos. A coisa começava a mudar de figura e as vendas pareciam pouco a pouco decolar! Mas o sucesso somente chegou em 1985, com o lançamento da versão “à água” com motor de 1.6 litros. Um ano antes já havia sido lançada a versão esportiva GT com um mais potente motor 1.8 também refrigerado a água.

O resto da história todo mundo já sabe:

Propaganda de 1982, em homenagem à Copa do Mundo da Espanha. Neste ano era lançada a primeira versão especial do automóvel, o Gol Copa

- Cerca de 6 milhões de unidades vendidas desde o lançamento.
- O carro mais vendido do Brasil há 23 anos e um dos mais vendidos em todo o mundo.
- Hoje, em sua 5ª geração, representa quase 10% das vendas de automóveis no Brasil. Nada mal, se levarmos em conta a grande variedade de marcas e modelos disponíveis atualmente.
- Em apenas 3 meses e meio de 2010 já vendeu cerca de 70 mil unidades.
- Trouxe à reboque três derivados, todos sucesso de venda: Voyage, Parati e Saveiro.
- Diversas versões e séries especiais: GT, GTS, GTI, Tsi, Plus, Copa, Rolling Stones, Atlanta...
- Primeiro automóvel brasileiro com injeção eletrônica: GTI 1988.
- Primeiro Volkswagen brasileiro com motor de 16 válvulas - GTI 1996.
- Primeiro automóvel “Total Flex” do Brasil – 2004.

A essa altura, você deve estar se perguntando: — “Mas que história é essa de maioridade aos 30 anos, no título dessa reportagem? Não se chega à maioridade aos 18?”
Então, ai vai a explicação: a “maioridade” para automóveis, pelo menos no Brasil é diferente da maioridade para pessoas. Aqui um carro pode ser considerado “maior de idade” quando completa 30 anos “de vida”, pois a partir daí ele ganha o status de veículo de coleção, segundo as normas do Departamento Nacional de Transito (Denatran) e da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), o órgão máximo do antigomobilismo Brasileiro. É a partir dos 30 que um carro está apto a receber as tão desejadas Placas Pretas. Isso vale também para pick-ups, caminhões, ônibus e veículos de duas rodas, como motocicletas, Lambrettas e Vespas. O processo se dá a partir de uma vistoria realizada por um clube credenciado pelo Denatran ou filiado à FBVA. O veículo candido à Placa Preta deve obter no mínimo 80 pontos de um total de 100, em quesitos que envolvem originalidade e estado de conservação. Se aprovado, o veículo recebe um documento chamado de Certificado de Originalidade, que encaminhado ao Detran, faz com que o carro tenha a placa trocada e receba em seu Renavan a inscrição “Veículo de Coleção”.

Os primeiros Gol tinham motor 1300 Boxer, herdado do Fusca. No detalhe, o selo de vistoria, emitido pela Federação Brasileira de Veículos antigos e afixado na parabrisa

E para ilustrar essa reportagem, escolhemos um Gol 1980 de Goiânia-GO que talvez tenha sido o primeiro carro do modelo a ser agraciado com a honra de receber as placas pretas, o que aconteceu no final de março (em 10 de abril, um outro Gol recebeu placas pretas em evento realizado pelo própria Volkswagen, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. E a imprensa noticiou como sendo o primeiro, o que não é verdade!).

O “nosso” Gol pertence ao advogado e colecionador Aroldo Rocha e foi adquirido por ele através dos Classificados do Portal Maxicar em outubro do ano passado. Estava em tão original e em tão bom estado de conservação na época da compra, que Aroldo precisou praticamente apenas esperar que o carro completasse 30 anos para receber o seu Certificado de Originalidade, emitido pelo Clube de Veículos Antigos de Goiás (CVAGO).

Parabéns a Aroldo Rocha e parabéns ao Volkswagen Gol. Parafraseando um anuncio da época, um sucesso “monumental e arrebatador” e que agora finalmente chegou à “maioridade”, podendo figurar nas mais importantes coleções de automóveis antigos do Brasil.

Texto: Equipe do Portal Maxicar

Encontro Nacional de Carros Antigos


Encontro Nacional de Carros Antigos
O feriado de Corpus Christi teve muitas atrações para os aficionados por automóveis raros e clássicos. É que entre os dias 14 e 17 de junho aconteceu o 17º Encontro Nacional de Carros Antigos - o Brazil Classics Fiat Show, organizado pelo Veteran Car Club de Minas Gerais e patrocinado pela Fiat Automóveis, em Araxá, Minas Gerais.

O evento foi sediado pelo Ouro Minas Grande Hotel de Araxá, localizado na estância hidromineral do Barreiro, no Triângulo Mineiro.



O Brazil Classics Fiat Show, 17º Encontro Nacional de Carros Antigos realizado há mais de vinte anos é considerado um dos mais sofisticado encontro do antigoautomobilismo brasileiro.

A principal atração do encontro neste ano foi justamente, a história adquirida ao longo dos mais de 20 anos de organização do evento. Foram reunidos os automóveis de maior destaque das dez últimas edições, e estes receberam o prêmio troféu Roberto Lee, marcado como o mais importante do evento. Entre eles encontram-se os modelos Rolls Royce Silver Ghost 1921; Bugatti 57 de 1938, o único carro deste modelo que existe no Brasil; Packard 1935 Roadster; Packard V12, de 1937; Isotta-Fraschini 8ASS 1927.

O público pôde conhecer a história do automóvel através de 300 carros expostos, entre os mais raros e clássicos, além da exposição de aproximadamente 13 antigos da Ferrari, e alguns modelos da Lamborghini, cujos exemplares são muito raros no Brasil.
Três automóveis de uma das marcas mais sofisticadas do mundo, a Isotta Fraschini, ficaram expostos durante o Brazil Classics Fiat Show. Os carros pertenceram a um dos principais empresários do país - no início do século XX - Henrique Lage e sua esposa, a cantora lírica Gabriella Besanzoni, que contracenou com o tenor italiano Enrico Caruso.



A Isotta Fraschini é uma das mais famosas marcas de automóveis da Itália; diversas personalidades já possuíram alguns modelos, como os príncipes de Piemonte, de Mônaco, da Índia e do Nepal. No Brasil, existem apenas quatro automóveis da marca, e os modelos Tourer, Cabriolet D’orsay e Roadster (em restauração), que puderam ser conferidos pelos visitantes.

Outros cinco carros importantes que receberam o prêmio máximo de um dos maiores eventos da América Latina de Automóveis Antigos foram os modelos, mais do que especiais, Cadilllac TownCar V12 1935; Cord L29, de 1929; Mercedes-Benz 380K de 1933; Chrysler Imperial 1928, e o Lincoln K 1938.

Alguns destes automóveis tiveram uma importante representação histórica para o país. O carro Chrysler Imperial 1928, vencedor do troféu Roberto Lee, em 1989, já transportou o Papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, no ano de 1980. O Vaticano autorizou colocar seu brasão neste veículo, que permanece afixado até hoje. Em 1978, este automóvel também foi responsável pelo transporte do Príncipe Herdeiro e da Princesa Mishiko, em comemoração aos 70 anos da imigração japonesa no Brasil.



Outro modelo de destaque é o Lincoln K 1938. Na década de 30, o Governo de São Paulo comprou o automóvel, especialmente para receber o então Presidente da República, Getúlio Vargas, em uma visita oficial ao Estado. Hoje em dia, só existe mais um veículo deste modelo no mundo.

Além do Troféu Roberto Lee, outras premiações importantes do evento foram os troféus JK, para o melhor carro nacional, Lalique, para o colecionador que mais se destacou desde a última edição, em 2002, o troféu de melhor carro Fiat, patrocinadora do evento e um prêmio oferecido pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). No total foram entregues 60 prêmios de destaque para carros e colecionadores.

A programação do evento ainda inclui assembléia da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), palestras técnicas e um leilão de automóveis antigos. No sábado, dia 17 de junho, houve o Sports Car Show, um passeio de alguns veículos pela cidade de Araxá.

A Fiat, patrocinadora oficial do evento, ainda levou o protótipo do Palio Elétrico e o Siena 1.4 Tetrafuel®. O Palio é o embrião de uma parceria, que será firmada entre a Fiat Automóveis, a Itaipu Hidrelétrica, a empresa suíça KWO e outros parceiros, entre eles empresas de tecnologia e instituições de pesquisa. O Fiat Palio elétrico será o alvo de estudos para o desenvolvimento de um carro absolutamente ecológico, com emissão zero de poluentes e, praticamente, sem ruídos.

Já com o Siena 1.4 Tetrafuel®, a montadora inova no uso de combustíveis com o lançamento do Fiat Siena 1.4 Tetrafuel® – o primeiro veículo do mundo a rodar com quatro combustíveis: álcool hidratado; gasolina brasileira (que atualmente possui 20% de álcool); gasolina pura, como a existente em outros países da América Latina e Europa; e Gás Natural Veicular, ou GNV.

Os maiores encontros brasileiros são os de Águas de Lindóia, em São Paulo, e o Brazil Classics Fiat Show, de Araxá, em Minas Gerais, este considerado o mais sofisticado da América do Sul. Durante um evento deste porte, estima-se a movimentação de mais de R$ 5 milhões, entre organização, turismo, comercialização de peças e leilão de automóveis.

domingo, 19 de junho de 2011

Chevrolet Fleetmaster

Veículos antigos são atração em Encontro Automotivo em Cuiabá

Carros raros, modificados e reformados atraíram a atenção dos amantes de automóveis na Praça das Bandeiras neste fim de semana.

Por Marcy Monteiro Neto Cuiabá


Chevrolet Fleetmaster em exposição em Cuiabá (Foto: Marcy Monteiro Neto/GE MT)Chevrolet Fleetmaster foi uma das atrações na
exposição em Cuiabá (Foto: Marcy Monteiro/GE MT)

Quem passou pela Praça das Bandeiras, em Cuiabá, neste domingo (22), certamente ouviu um barulho diferente. Eram os roncos dos motores de diversos carros em exposição no 1º Encontro Automotivo de Cuiabá. O evento reuniu dezenas de carros novos e antigos, modificados e 'tunados'. O evento foi realizado em comemoração ao Dia do Automóvel, celebrado no dia 13 de maio.

- Exibimos carros originais, antigos, reformados, modificados. A ideia foi reunir amantes de automóveis -, disse Romeu Luiz Folle Júnior, do Pick-up Clube de Mato Grosso, organizador do evento.

Uma das raridades na exposição foi um Chevrolet 1948 modelo Fleetmaster, que atraiu muitos visitantes. O proprietário José Antônio Marinho garante que não há modelo semelhante circulando em Cuiabá.

- É um veículo do pós-guerra americano. Ele foi reformado recentemente e ainda faltam alguns detalhes para concluir o trabalho. Algumas peças originais são difíceis de encontrar -, disse Marinho, que utiliza o veículo para o transporte de noivas em casamento. O colecionador também possui outros veículos antigos, como um Maverick 77, uma caminhonete ano 74 e motos antigas como lambretas e Vespa.

Outro veículo que chamou a atenção do público na Praça das Bandeiras foi um Cobra, ano 2007, réplica de um veículo de 1960. O automóvel está avaliado em cerca de R$ 120 mil e o dono dele, João Pedro Mendonça, explica que não costuma andar com o carro pelas ruas de Cuiabá. O Cobra geralmente só sai da garagem para participar de exposições.

Um El Camino de 1980, norte-americano, também foi um dos destaques do evento. Com motor V8, 250 cavalos de potência, câmbio automático e detalhes exclusivos, o veículo foi muito fotografado pelos amantes de automóveis.

A organização do evento avalia que o encontro superou as expectativas e já programa, para o próximo ano, mais uma edição do encontro automotivo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Fotos de Carros antigos

Fotos de Carros antigos

Que o futebol é uma das maiores PAIXÃO do povo brasileiro, isso ninguém tem duvidas, mas uma outra, que pode ser considerada a amante do povo é a paixão por carros, tanto antigos quanto novos.

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Os carros é uma das paixões mais antigas de todas, principalmente os carros mais antigos, pois os modelos com o decorrer do tempo e com a ação da tecnologia se tornaram cada vez mais escasso, quase uma raridade.

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Os carros antigos possuem detalhes feitos a mão, quase que únicos, uma vez que era feitos como meses de preparação, é um dos motivos deles serem tão caros e tão raros de se achar, por isso que as feiras de automobilismo são cheias.

Takayanagi: moderno com pinta de antigo Miluira Retro EV, um carro elétrico de baixo peso e alto custo



Fabricante japonês apresenta o Miluira Retro EV, um carro elétrico de baixo peso e alto custo, que tem como característica interessante o estilo retrô de suas linhas

Quando se fala em carros elétricos, uma inevitável tendência para futuro próximo, a primeira ideia que vem à cabeça é a de um veículo moderno, com formas aerodinâmicas e estilo que parece ter saído das telas de cinema. Mas as coisas mudam e algo diferente pode surgir nesse cenário. Foi o que aconteceu no Japão, onde o pequeno fabricante de veículos Takayanagi apresentou o Miluira Retro EV, um carro de dimensões e peso reduzidos, com desenho inspirado nos automóveis dos anos 1920.


O modelo pesa apenas 350kg, não tem portas nem teto e mede 2,18m de comprimento. Suas linhas realmente lembram os carros do início do século passado, com para-lamas ondulados, formando uma peça única com os estribos laterais. Os faróis redondos salientes e a grade dianteira trabalhada ajudam a compor a imagem retrô. O para-brisa é uma pequena lâmina de vidro e o painel e a coluna de direção são feitos com material que imita madeira. É um carro com único banco, com capacidade para apenas o motorista.

Feito com estrutura tubular, o Takayanagi Miluira Retro EV é impulsionado por um motor elétrico de 35kW, alimentado por seis baterias de chumbo-ácido, em vez das mais modernas e eficientes de íon-lítio. Para carregá-las, são necessárias 12 horas ligado à rede elétrica doméstica, o que rende uma autonomia de 35 quilômetros. O carrinho parece mesmo ser voltado única e exclusivamente ao uso urbano, pois não ultrapassa os 60km/h.

O primeiro carro elétrico da Takayanagi tem um outro detalhe que pesa negativamente em seu currículo: o preço. O modelo será vendido no Japão a partir de 2011 por 6,3 milhões de ienes, o equivalente a aproximadamente R$ 127 mil. Muito dinheiro por um carrinho de marca pouco conhecida e com performance não muito entusiasmadora. Principalmente se levarmos em consideração que o compacto japonês vai ser mais caro do que o Chevrolet Volt e o Nissan Leaf, opções mais eficientes do segmento de elétricos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Porsche de 1975 vai circuilar pelas ruas do circuito.

O Porsche de 1975 vai circuilar pelas ruas do circuito.(Foto: Divugação)

A velocidade média é de 50 km/h, ideal para curtir a paisagem serrana e permitir que o público admire os clássicos automóveis. O fator decisivo para ganhar a competição é a habilidade do piloto em manter o ritmo estabelecido.

De acordo com a produção do evento, todos acabam perdendo ponto por causa da dificuldade em conseguir o equilíbrio entre o freio e o acelerador. Ganha, então, aquele que tiver menos pontos perdidos.

Uma prova de que, nesse rali, o importante é competir: o prêmio do vencedor é um pequeno troféu, como lembrança. Serão premiados ainda os primeiros colocados nas cinco categorias da prova: quatro são divididas pela idade do carro e a quinta, para os veículos dirigidos por mulheres e com assistente feminina.

O circuito na serra


A largada tanto na sexta (5) quanto no sábado (6) será às 9h, no Teresópolis Golfe Clube. Na sexta-feira, os carros percorrerão um circuito de 317 quilômetros, em direção a Nova Friburgo e Além Paraíba (MG). No sábado, serão 221 quilômetros e o rali vai seguir até a região de Itaipava e São José do Vale do Rio Preto.

Durante o circuito, há intervalos para beber água e ir ao banheiro, além de um grande almoço em Friburgo, na sexta-feira, e em Itaipava, no sábado. Os organizadores calculam que ambos os circuitos terão uma média de 6 horas de duração.

Exposição de carros


Paralelamente ao rali, haverá uma exposição de cem carros antigos nos gramados do clube de Teresópolis. O evento celebra os 40 anos do Veteran Car Club, o primeiro clube de carros antigos do Brasil, fundado em 1968.

No domingo (7), feriado da Independência do Brasil, haverá a volta dos carros participantes na cidade.

O Jaguar de 1950 é um dos diversos modelos de carros antigos que estarão no rali em Teresópolis.


Os amantes de carros antigos poderão se deliciar a partir desta quinta-feira (4), em Teresópolis, quando eles começarem a chegar na Região Serrana do Rio. A velocidade não é o mais importante. Tampouco o primeiro lugar. A graça do evento é o show de desfile de carros antigos.
Segundo os organizadores, já estão confirmados 31 modelos. A exigência é que os carros devem ter sido fabricados entre 1931 e 1975. Entre eles, preciosidades como Porsche, Ferrari, Lamborghini, Maserati, e até um raro IKA Torino 380 W, o único desse modelo argentino no Brasil.

Prova com 31 inscritos durou dois dias: carro mais antigo era de 1929.

Prova com 31 inscritos durou dois dias: carro mais antigo era de 1929.
Pai da atriz Carolina Dieckmann competiu ao volante de um Jaguar 1950.

Do G1, no Rio

Foto: Paula Kossatz/Divulgação

Rali teve 31 carros com modelos de 1929 a 1975 (Foto: Paula Kossatz/Divulgação)

Um veterano de 57 anos foi o grande vencedor do Rali de Carros Antigos, que aconteceu neste fim de semana em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Não é do engenheiro gaúcho Rogério Franz, de 42 anos, que foi o primeiro colocado na prova, de quem estamos falando, mas do Hudson de 1951, que ele pilotava.

A prova media a regularidade e a resistência das máquinas mais, digamos, experientes. Em dois dias, eles tiveram que percorrer 460 quilômetros entre estradas de asfalto perfeito e de buracos constantes. Tudo bem que o Hudson de Franz já tinha provado que agüentava o tranco. Ele já havia percorrido os 1,6 mil quilômetros que separam Porto Alegre, de onde partiu, e Teresópolis, o local da largada.

Segundo Franz, o coupé foi adquirido em Curitiba no início deste ano por R$ 73 mil. No primeiro dia, o roteiro de 200 quilômetros saía de Teresópolis, seguia pela BR-116 (Rio-Juiz de Fora), até o município de Sumidouro, de lá até Nova Friburgo e depois retornava a Teresópolis.

No segundo dia, a tarefa era percorrer 260 quilômetros em estradas que alternam o conforto de um asfalto impecável até buracos de trechos de terra. A largada foi dada também de Teresópolis, descia a serra Teresópolis-Itaipava e seguia até Rio das Flores, de onde voltava a Teresópolis.

A arquiteta Marina e a sogra Ana Paula: 2º lugar (Foto: Paula Kossatz/Divulgação)

Mulheres ao volante

O segundo lugar ficou para uma dupla feminina, que pilotava um Porsche 912, de 1968. A arquiteta Marina de Alencar, que já tinha participado com o marido de um rali no Peru, resolveu assumir o volante ao lado da sogra, a navegadora Ana Pontes Amaral.

Dos 31 participantes, apenas três duplas eram formadas por mulheres. A competição, de regularidade, teve média de 80 km/h.

Jaguar e barquet

Se os últimos serão os primeiros, um idoso que arrancava suspiros por onde passava: um Ford vermelho de 1929 chegou em último lugar, mas era um dos mais charmosos.

O carro foi transformado pelo dono em barcquet (só banco, motor e estepe), depois que herdou do pai a carcaça do veículo. Aos 79 anos, ele chegou em último lugar, depois de ter passado maus momentos quando o suporte do estepe sucumbiu ao asfalto.

A bordo de um Jaguar XK 120 verde de 1950, Roberto Dieckmann foi o primeiro a dar a largada, mas quase desistiu da prova depois que uma peça travou o freio da máquina. A persistência rendeu ao pai da atriz Carolina Dieckmann uma menção honrosa no fim da competição.

Putin e Medvedev deram uma volta em um Pobeda. Veículo foi produzido entre 1946 e 1958.



O presidente da Rússia Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin andaram juntos nesta quinta-feira (31) em um carro russo Pobeda, durante encontro dos dois em Moscou. O veículo Pobeda, nome russo para a palavra 'vitória', foi produzido pela empresa russa GAZ entre 1948 e 1956